Lá bem no alto do décimo - segundo andar do Ano
Mora uma louca chamada Esperança.
E quando todas as buzinas fonfonam,
quando todos os reco-recos matracam,
quando tudo berra, quando tudo grita, quando tudo apita,
A louca tapa os ouvidos ...
e...
atira-se!
E - ó miraculoso vôo! - acorda, outra vez menina, lá embaixo, na calçada.
O povo aproxima-se, aflito.
E o mais velhinho curva-se e pergunta:
- Como é o teu nome, menininha de olhos verdes?
E ela então sorri a todos eles,
E lhes diz, bem devagarinho para que não esqueçam nunca:
O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...
(Poema do Fim do Ano, Mário Quintana)
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
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